Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
sábado, 12 de setembro de 2015
E como é
Bom
Mergulhar
No que é
Quente,
Desmaiar
No que é
Fogo,
E acordar,
Novo.
Marcadores:
poesia,
Teu contorno no olho do meu corpo
Saudades daquele
Cardápio:
Ansiedade,
Sociedade,
Saciedade.
Marcadores:
poesia,
Teu contorno no olho do meu corpo
domingo, 9 de novembro de 2014
Oração
Entro na sala de meditação da minha casa.
Agradeço o violão encostado na parede.
Agradeço a graça de tocar a sua música.
De ser banhado com melodias,
E não com o ronco dormente
Das ruas congestionadas.
Toco e canto acompanhado por minha esposa.
Agradeço a graça de ter uma companheira.
Agradeço o vínculo verdadeiro,
E a benção de ser recebido com o
Coração vazio e a
Alma clara,
E não com as cobranças de uma relação
Baseada no medo, na projeção e na carência.
Sento para meditar.
Agradeço o dom do silêncio.
Agradeço por poder me alimentar dele,
Tanto quanto do pão, da sopa e do suco.
Por ser invadido e limpo pelo
Oco criativo da alma,
E não pelos estímulos do consumo desenfreado.
Encontro, em mim, um Deus divino, imutável.
Agradeço o presente da devoção.
Agradeço poder amar mais que o coração suporta.
Ser iluminado pelo todo que habita em mim,
E sentir que estou seguro e amparado,
Que sou importante por existir,
Em vez de lutar ansioso pela sobrevivência,
Tentando inutilmente ser maior e melhor, a cada dia,
Para provar que importo.
Uma lágrima escorre do meu olho.
Agradeço a beleza do encontro.
Agradeço poder me unir ao eterno, a mim e ao outro.
Poder levantar-me do meu silêncio para, mãos em prece,
Entregar-me inteiro a meu criador, e ao universo, e assim
Retornar a um dia a dia mágico,
E não me debater em agonia,
Por ter de voltar ao sacrifício
De uma vida sem sentido.
Levanto-me, e meus olhos encontram o sol.
Agradeço o dia.
Agradeço o tempo, com todos os seus matizes.
O sol que aquece minha face é tão reconfortante,
Quanto a chuva que alimenta os rios de minha sede,
E o cinza que me tira da euforia, e me traz mais perto
De mim.
Que alegria poder celebrar a natureza,
Em vez de lutar contra ela,
Como se fosse um inimigo constante e imprevisível.
Olhos fechados, vejo e sinto imagens de sofrimento pelo
mundo.
Agradeço os que não me deixam sossegar.
Agradeço os que apontam minhas incoerências de quem tem
tudo,
Enquanto outros quase não têm.
Aqueles que apontam meus privilégios, meus apegos,
Me mantêm acordado e vigilante para querer ser feliz
Servindo o próximo e compartilhando a abundância,
Caindo, se possível, cada vez menos,
Na felicidade autoindulgente e aristocrata
De quem não sai do próprio umbigo.
Repouso no meu espírito.
Agradeço o conhecimento, a sabedoria e a entrega.
Agradeço poder ter recursos para me mexer – aqui dentro e lá
fora.
Saber que pelo diálogo, pela palavra, pela arte, pelo
exemplo,
Ou por qualquer outro dom que me for dado,
Posso crescer na minha capacidade de ser quem sou
E de ser parceiro do outro e do mundo, para serem quem são.
Respiro aliviado por não estar impotente, nem indiferente,
Diante do que sei que pode e deve mudar.
Escrevo esta oração.
Agradeço a palavra do ser humano.
Agradeço a inspiração divina.
Sentir essa união entre terra e céu,
Entre um e todo,
E a nossa capacidade de partilhar o dom,
É tão mais gostoso
Que padecer eternamente
Da falta de beleza que nos rouba
A graça de viver este momento.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Alma
Enquanto meus olhos
Choram lágrimas
O mundo chora
Cores.
Deus está pintando
A sua obra
E, nela, surge
Um pequeno ponto
Que vai crescer
Crescer
E crescer
Até tornar a pintura
Mais bonita
E meu dia mais
Azul.
Somos parte dessa
Obra
E a esperamos,
Alma,
Com nossas
Cores.
Nossas
Dores.
Nossos
Amores.
Esperamos
A sua beleza
De qualquer ordem
De todo jeito
Com qualquer rosto
Com a força que lhe
couber
O tom que Deus lhe
der
No tempo que vier.
Esperamos o que
Já mora em nós.
Esperamos sem
Esperar.
Esperamos.
Pois já está quente,
Alma,
Aqui dentro,
O ninho do
Nosso
Coração.
Violeta
(Silêncio)
Violeta dorme
(Nos meus braços)
Violeta sonha
(Acho que é Deus)
Violeta acorda
(Acho que é Buda)
Ela sorri
(Será eu em seus
braços?)
Violeta gorducha
(Deve ser Buda, só
pode)
Eu me dissolvo
(Ela me deu algo)
Estou em paz
(O que eu bebi? Será
amor?)
Ela não diz nada
(O Senhor em seus
olhos)
Ela nem precisa sorrir
(A Mãe Divina em sua
carne)
Ela fecha os olhos
(Meu coração se abre)
Violeta dorme
(Silêncio)
Em mim.
Theo
Telecoteco
Lá vem o Theo
Comendo pão
Telecoteco
Bebendo suco
Telecoteco
Pulando a onda
Telecoteco
Derretendo corações
Telecoteco
Com sorriso de galã
Telecoteco
Com abraço de xamã
Telecoteco
Toré-toré-toré
Ele é danado
Ele é!
Canta esta
Canção
Meu indião!
Sua força
É o amor
Do coração.
Ver você
Chegar do céu
Neste mundão
É presente que
Levarei
Pelos anos que
Virão!
E sempre que eu
Estiver
Achando que não vai
Mais dar pé
Vou dançar esse
Toré,
Meu galego,
Para me dar
Fé.
Vou pensar
No Telecoteco,
Que nasceu
Do André,
Da Priscila
E do Deus
Que ninguém sabe
Quem é.
Mas chegarei
O mais
Perto Dele
Que eu puder,
Pois Ele está
Bem vivinho
Nesses seus
Olhos
Que tocam as
Estrelas
E nesses seus
Pés
Que batem no
Chão.
Maya
Maya sapeca
Pula no quintal
Maya bonita
Dança no jardim
Maya artista
Cria uma canção
Maya brilhante
Dá uma resposta
Inteligente
Maya engraçada
Sorri sem um dos
Dentes
Maya corajosa
Fala o que não gosta
Maya decidida
Explora a natureza
Maya tristonha
Chora de saudade
Maya guerreira
Confia que tudo vai
ficar bem
Maya amorosa
Fica feliz com um
Abraço
Maya ansiosa
Mal pode esperar
Maya faceira
Adora brincadeira
Maya misteriosa
Tem coisa no
Coração
Que só ela e
Deus
Sabem
O que pode
Ser
Mas é tudo
Tão bom
E tão bonito
Que juro
Que dá vontade
De saber!
Sofia
Se eu fosse
Tão rápido
Quanto a
Sofia
Eu nascia
Todo dia
Para deixar o mundo
Mais feliz.
Ia sorrir como a
Sofia
Dormir como a
Sofia
Bocejar como a
Sofia
E me aninhar em
Braços
Tão gostosos
Que eu me
Derreteria.
E sempre assim
Com
Cheirinho
De doçura
Ah, eu ia ser uma
Gostosura!
Mas como não dá
Para nascer
Tanto assim
Ainda bem que
Hoje eu tenho a
Sofia
Para mim!
Sofia é tão
Novinha
Que eu nem sei
Como ela é
Por fora
Não sei como é
Seu jeito de
Falar de
Agir de
Pensar
E de dar
Nome
Para tudo.
Mas eu sei como é
Sofia
Por dentro
Porque isso a gente
Sente
Lá no
Coração.
É bem simples
Assim:
Sofia é abundância
De
Amor.
Luan Michael
Tem país
Em que Sol é
Menina
E Lua é
Menino.
E acho que
Que lá do céu
Deus pensou:
“Essa menina Sol
Está tão apaixonada
Por esse menino lua
Que eu vou ter que
dar
Um jeito
Deles ficarem
Juntos”
Assim você nasceu,
Luan Lua,
Na Bahia Sol,
Com a luz
Apaixonada
Da praia
Banhando seu
Corpo
E o fazendo
Sorrir.
De noite vem
Um caranguejo
E faz cosquinha
No seu pé
Mas você nem vê
Porque na
Hora certa
Ele já se foi.
De manhã
Vem um ventinho
Beijar seu rosto
Mas você nem
Percebe
Porque quando
Acorda
Ele já partiu.
Enquanto você
Caminha
Pelo dia
A Serra faz
Xocalhinhos
De passarinhos
cantando
De árvores balançando
De gente conversando
De passos passando
De animais brincando
E você mergulha
Na (sua) natureza
Sem precisar
Se preocupar.
De noite os anjos
Te guardam
Guiados por Miguel,
Que Mora
Em seu coração,
E ajudados por Kali
Que fica na sua
Porta.
Sorrindo para nós,
Meu Menino Lua,
Você continua
brilhando
Com dentes de
Estrela
Olhos de
Arco-íris
E um Oceano
Coração
Que nos convida
Sapeca
Para um mergulho
Salgado
De vida.
Pedro
Pedro é forte
Pedro é rápido
Pedro é lindo
Pedro é engraçado
Pedro sonha
Com o que precisa
Um dia a gente
Brincou de
Espada.
E não é que ele
É tão poderoso que
Quebrou a minha?
O pai do Pedro
É um filmador
Muito bom.
Deve ser por isso
Que o Pedro sabe
Contar histórias.
E não é que o Pedro
Já foi japonês?
Pedro faz naves
E aviões
Com pedaço de lego,
E ele deixa eu
Viajar
Com ele.
Pedro faz graça
E cria mundos
Com pedaços de vida
E me lembra
Como é bom
Ser
Menino
Outra vez.
Um Sorriso de Amor
História em verso para
um certo alguém
“Pai, de onde você tirou esse coração tão grande?”
“Nosso coração, meu filho, é como um balão de ar.
Ele parece grande quando está cheio
E bem pequeno quando está vazio.
O meu, eu enchi de sorrisos
Que fui coletando pelo caminho.”
“E onde você achou esses sorrisos todos?”
“Bem, nem sempre eu achei.
Às vezes eles me acharam”.
“Como assim?”
“Vem cá, vou te contar uma história...”
“Era uma vez em que eu e sua mãe
Havíamos saído numa viagem.
Uma longa, profunda e misteriosa
Viagem.
Passamos por lugares grandes
Por praias bonitas
Por edifícios cheios de luzes
Por céus cheios de sol
E dias de tempestade
Até que chegamos numa pequena
Cidade
Onde mora uma doce senhora.
Ela nasceu no Brasil,
Assim como eu, você e a mamãe,
Mas seu coração pertence ao mundo.
Ela é engraçada
E se veste de laranja
E também sabe ser muito séria,
Especialmente para defender
Aqueles que sofrem.
Ela me ensinou que todos nós
Somos caminhantes
De um mesmo caminho:
O Caminho da Bem-Aventurança.
Gordos, magros, baixos, altos,
Cristãos, mulçumanos, brasileiros,
Americanos,
Todos buscando a mesma felicidade.
Ela me ensinou que os valores
Devem ser ensinados pelo
Amor
E não pela imposição
E que a maior alegria desta vida
É servir”
“Nossa, ela é uma professora?
Você fez um curso com ela?”
“Não, meu filho,
Ela é uma pessoa que ensina
Pelo exemplo.
Então ela me ensinou
Enquanto ria de pequenas coisas
Enquanto nos ensinava a colher
Verduras e legumes
Enquanto cozinhava conosco
Enquanto nos levava de lá
Para cá
Enquanto cantávamos e
Meditávamos
Juntos
Enquanto passeávamos por
Galerias de arte
Enquanto ela expressava
Sua arte
Enquanto nos mostrava
Sua loja
Enquanto passeava conosco
Por grandes mansões
Enquanto fazia de tricô
Um lindo cachecol
Enquanto dizia
Com seus olhos
Que sentiria
Nossa falta
Como nós
Sentiríamos
A dela”.
“Puxa, que mulher bacana!
Qual o nome dela!
Posso conhecê-la?”
“Bem, sim e não.
Você vai saber
Quem é ela
Na hora certa.
Talvez ela esteja
Muito perto de você
E você nem saiba.
Ou talvez nem
Precise saber
Porque uma vez ela me disse:
‘Meu desejo é que ninguém
Se lembre de mim
Mas apenas do
Mais Amado’
Então, talvez você
Nunca saiba o nome dela
Mas com certeza
a vai ter conhecido
Porque ela está para sempre
Presente
No sorriso do meu
Coração”.
Gurucaran, Washington
DC, 26 de janeiro de 2013
Marcadores:
Akash,
livro,
O que ainda não sei chamar de meu,
poesia
Assinar:
Postagens (Atom)
